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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Irregularidades: Assembleia Legislativa afunda em denúncias

Em quatro anos da gestão dos deputados Moisés Souza (PSC) e Edinho Duarte (PP), como presidente e primeiro secretário da Assembléia Legislativa do Estado, respectivamente, a chamada “casa do povo” afunda cada vez mais em denúncias de desvio de recursos públicos, corrupção, formação de quadrilha, utilização de empresas fantasmas,contratos irregulares e uma série de outras irregularidades

17 de Abril de 2014 às 13:30
Domiciano Gomes do Amapá 247 - Somente durante os primeiros 15 dias de abril duas ações partindo do Ministério Público Estadual (MPE) e uma decisão da Justiça Estadual revelaram novos escândalos envolvendo aquele poder.

No dia 2 de abril o MPE, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Público, deu entrada em 19 ações de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito contra os deputados estaduais. Essas ações complementam outras quatro, propostas em abril de 2012, contra os deputados Moisés Souza, Edinho Duarte, Junior Favacho e Michel JK.

As ações questionam os valores das diárias que eram de R$ 2.605,46 (viagens intermunicipais), R$ 3.607,56 (viagens interestaduais) e R$ 4.409,24 (viagens internacionais), porém depois do ingresso das primeiras ações, em abril de 2012, esses valores foram reduzidos para R$ 1.703,57 (viagens intermunicipais), R$ 2.405,04 (viagens interestaduais), ficando inalterado o valor para viagens internacionais.

Seis dias depois, ou seja, em 8 de abril o Ministério Público ingressou com mais uma denúncia contra o presidente Moisés Souza, o primeiro secretário, Edinho Duarte, e mais oito pessoas, dentre servidores da Casa de Leis e a proprietária da empresa D. Amanajás de Almeida – ME, que funciona com o nome de fantasia “Planet Paper”.

Desta vez, segundo apurou a investigação do MPE o prejuízo aos cofres públicos superou o montante de R$ 600 mil, por meio do pagamento de materiais de expediente e serviços de digitação, encadernação, fotocópia e plastificação de documentos que jamais foram entregues ou fornecidos.

O fato mais recente ocorreu dia 14 quando A juíza Alaíde Maria de Paula, da 4ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, acolheu o pedido de liminar feito pelo MPE e decretou a “indisponibilidade de bens” em desfavor de vinte e um dos vinte e quatro deputados estaduais, além de servidores da Assembleia e a Fundação Marco Zero. O objeto da ação é provar a existência de atos de improbidade administrativa praticados na execução do Programa Legislativo Cidadão, sem a prévia licitação.

O valor total de transferência dos cofres públicos para a Fundação Marco Zero foi de R$ 2.788.560,08 milhões. Valor fixado pelo Poder Judiciário para ressarcimento pelos envolvidos.

Histórico
Eleitos em 2011 em uma eleição até hoje mal explicada, com apenas 9 votos dos 24 deputados que compõe a casa, Moisés e Edinho imediatamente anteciparam o pleito seguinte um ano antes da data para a nova eleição. Os dois foram reeleitos para o segundo mandato com o apoio de 19 parlamentares. Apenas Cristina Almeida e Agnaldo Balieiro (PSB) e  Marília Góes (PDT) decidiram não votar. 

Em junho de 2012, logo após a realização da Operação Eclésia pelo MPE, a justiça decretou o afastamento de Moisés do cargo de presidente e Edinho como 1º secretário da mesa diretora da Assembléia. Antes mesmo de encerrar o primeiro mandato na mesa diretora, os dois foram denunciados por formação de quadrilha, fraude em licitação, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ambos ficaram impedidos de exercer quaisquer atos inerentes aos referidos cargos até janeiro de 2014 quando retornaram, mesmo respondendo a cerca de 20 denúncias ajuizadas pelo MPE, quase todas relacionadas aos mesmos crimes que motivaram o afastamento em 2012. De acordo com o Ministério Público a soma dos recursos supostamente desviados soma mais de R$ 30 milhões.  

As denúncias que até recentemente se limitavam ao presidente e ao 1º secretário avançam também sobre outros membros da Casa e afunda cada vez mais o legislativo amapaense na maior crise de desmoralização da história do referido poder. 

De fev/2013 a jan/2014 o AP apresentou o maior índice de crescimento no comércio varejista

Correio do Brasil


O expressivo crescimento de 8,5% nas vendas do comércio varejista do país em fevereiro deste ano, comparativamente a fevereiro do ano passado, reflete aumento no volume de vendas em todas as 27 unidades da Federação. O destaque, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou com Alagoas, onde o crescimento das vendas chegou a 18,1%; seguido do Tocantins (16,3%); Maranhão (15,9%); da Bahia (15,7%); e do Acre (15,6%).

No que diz respeito à contribuição para a taxa global, no entanto, a maior influência foi exercida pelo comércio varejista de São Paulo, apesar de a expansão do estado ter sido bem menor (8,5%), vindo em seguida Bahia, Minas Gerais (com crescimento de 7,0%), Rio de Janeiro (5,1%) e Rio Grande do Sul (8,7%). Os resultados com ajuste sazonal (de fevereiro comparado a janeiro deste ano), tiveram alta de 0,2%, mas houve crescimento nas vendas do comércio em apenas 16 dos 27 estados, com as maiores variações positivas ficando com o Amapá (3,8%), seguido do Pará (2,4%), de Mato Grosso (2,1%), do Ceará (1,8%) e de Alagoas (1,5%).
Já as maiores quedas foram registradas no Amazonas (-4,0%); na Paraíba (-2,7%); no Espírito Santo (-2,0%) e no Rio de Janeiro (-1,8%).

O resultado mensal ficou em linha com a expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, enquanto a alta anual ficou um pouco acima da mediana de 8,10%. Segundo o IBGE, apenas três das oito atividades pesquisadas no varejo restrito mostraram alta na comparação mensal, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,0%) e Combustíveis e lubrificantes (1,6%).

Na outra ponta, outras três atividades registraram queda, entre elas Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%). O restante registrou estabilidade nas vendas. O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo registrou avanço de 0,2% em fevereiro sobre janeiro e alta de 13,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Já o volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, registrou queda de 1,6% em fevereiro na comparação mensal, após ter subido 2,8% em janeiro. O comércio varejista brasileiro vem convivendo com cenário de juros e inflação elevados, o que acaba afetando o consumo de forma geral por encarecer as operações de crédito.

Esse cenário afetou a confiança do consumidor no início do ano. Apesar de ter registrado ligeira melhora em março ao interromper três meses de queda, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), ela ainda mostra desânimo em relação ao futuro.

A expectativa geral é de que a economia brasileira, no geral, desacelere o ritmo de expansão neste ano. Após o Produto Interno Bruto (PIB) ter avançado 2,3% em 2013, pesquisa Focus do Banco Central aponta que a expectativa dos economistas consultados é de expansão de 1,65% em 2014.

Confiança
O índice de confiança dos paulistanos em relação ao cenário atual e às perspectivas de desempenho da economia brasileira nos próximos meses caiu 4,4% em abril, em relação ao mês anterior. A confiança recuou para 120,2 pontos, em uma escala que varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Os dados foram divulgados hoje (15) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na comparação com abril de 2013, houve recuo de 22,7%. Na época, o índice alcançou 155,6 pontos.

A queda do indicador foi verificada em todas os segmentos (renda, gênero e faixa etária). Na comparação mensal, destacaram-se os grupos de pessoas que ganham a partir de dez salários mínimos (- 8,5%), mulheres (- 6,3%) e pessoas com 35 anos ou mais (- 7,6%). Os mesmos grupos tiveram as maiores quedas na comparação anual: renda de dez salários mínimos ou mais (-25%), mulheres (-24,6%) e idade a partir de 35 anos (24,5%).

O Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea) ficou em 126,9 pontos em abril, ou seja, 4,1% menor que os 132,4 pontos de março. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que projeta a perspectiva futura, chegou aos 115,8 pontos em abril, um recuo de 4,6% diante dos 121,4 pontos do mês anterior.

Os economistas da Fecomercio acreditam que houve aumento do desânimo e descrédito da população com o andamento da atividade econômica. "Seria motivo para isso a ampliação sistemática nas variações dos índices de preços ao consumidor, sobretudo relacionados a bens de consumo, como os produtos alimentícios. Também contribui para uma menor confiança dos consumidores a contenção do crédito promovida por prazos de pagamento mais curtos e taxas de juros mais elevadas", informa nota da instituição.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Engenheira civil Laura Salime é nova Secretária de Transportes

O governador Camilo Capiberibe nomeou no início da noite desta quinta-feira, 3, como nova gestora da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap) a engenheira civil Laura Salime Hage de Souza. Ela assume a vaga do deputado estadual Bruno Mineiro, que retornou para a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 2. 

Currículo
Laura Salime Hage de Souza tem 37 anos de idade. Natural do município de Santana/AP, é formada em Engenheira Civil pela Universidade da Amazônia (Unama); tem mestrado em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (USP) e exerceu o cargo de diretora de Transportes na antiga EMTU da Prefeitura de Macapá, no período de 2001 a 2005.

Atualmente, é engenheira efetiva do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), desde 2006. (Informações de Eduardo Neves/Agência Amapá)

Juiz condena deputado Bala Rocha por improbidade

Rodrigo Juarez | Amapá 247

O juiz de 1º Grau, Paulo Cesar do Vale Madeira, condenou por improbidade administrativa e fraude em licitação, o deputado federal Sebastião "Bala" Rocha; A condenação está no processo: 0018210-63.2008.8.03.0001, gerado após ação dos Ministérios Públicos Federal, Estadual e da Polícia Federal, que investigaram fraudes no processo licitatório e execução das obras de reforma e adaptação do Hospital de Especialidade de Macapá – Alberto Lima

Segundo o Ministério Público, o então secretário de estado da saúde do governo Waldez Góes, Sebastião Bala Rocha, era quem decidia com quem ficaria a obra, que foi direcionada para a empresa Método Norte Engenharia.

Em sua decisão o magistrado destaca Bala Rocha como um dos principais responsáveis pelos desvios e imoralidades administrativas dentro da Administração Pública, por que era secretário de saúde e tinha poder maior na decisão, sendo referido pelos donos da Empresa Método que também são réus na ação, como a pessoa que recebia as propinas em dinheiro para que as manipulações saíssem do jeito que desejavam.
Para o juiz Paulo Madeira, Bala Rocha deve ressarcir em mais de R$ 1 milhão os cofres públicos, perder sua função pública e ter seus direitos políticos suspensos por 5 anos.

Com a decisão, Bala Rocha ingressou com Embargos de Declaração alegando omissão e contradição na sentença, mas o Juiz Paulo Madeira rejeitou ação e manteve a condenação.

O deputado federal, Bala Rocha, ainda tem direito a recursos em juízo e em instancias superiores.
O processo em andamento, além de Bala Rocha, investiga outros nove envolvidos, no suposto esquema que desviou mais de R$ 2 milhões da Secretária de Saúde do Amapá.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Pra representar o Amapá tem que conhecer a gente" afirma Dora em inserção do PT

Juca Kfouri diz que Roberto Góes é um "ficha suja" na eleição da CBF

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“Ficha suja” na eleição da CBF
Do blog http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/ficha-suja-na-eleicao-da-cbf/

O presidente da Federação Amapaense de Futebol, Roberto Góes, será um dos eleitores na Assembleia da CBF que vai aprovar as contas de 2013 e eleger o presidente da entidade.

Góes foi preso pela Operação Mãos Limpas da Polícia Federal em 2010, acusado de desvio de dinheiro público e ainda responde a processo.

Em 2012, quando a Justiça lhe tolheu os movimentos, Góes censurou, também judicialmente, o blog do jornalista João Bosco Rabello, do Estadão, por este ter noticiado sua condenação.

Abaixo, a nota de Rabello publicada em setembro de 2012:

Um prefeito sob controle judicial

Candidato à reeleição, o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), lidera as pesquisas, apesar de uma restrição judicial que é a anticampanha, por expor seu envolvimento em um esquema de corrupção bilionário.

Ele não pode frequentar locais públicos como bares, restaurantes e similares e também está impedido de deixar o Estado por um período superior a 30 dias, sem autorização de um juiz. Só faltou a tornozeleira eletrônica.

Como as restrições se estendem até outubro de 2013, se for eleito será um prefeito sob “liberdade condicionada”, pois além dessas medidas ainda tem que comparecer em juízo de cinco em cinco meses. Apesar de tudo, como não tem condenação por órgão colegiado, não se insere no contexto do ficha-suja.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Carlos Tork é o novo desembargador

Na tarde desta quinta-feira, 27, o governador Camilo Capiberibe anunciou o nome do advogado Carlos Tork de Oliveira para o desembargo amapaense.  Tork fazia parta da lista tríplice enviada pelo Tribunal de Justiça do Amapá ao governador para definitivamente escolher o novo magistrado proveniente do Quinto Constitucional da OAB/AP. Após a assinatura do decreto Camilo desejou sucesso para o novo integrante do TJAP. "Acabei de assinar o decreto de nomeação do novo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, o advogado Carlos Tork de Oliveira.Desejo sucesso a ele e ao Tribunal ", disse. (Blog do Nezimar Borges)

Debate: Os 50 anos do golpe militar de 64 e o Plebiscito Popular por uma Constiuinte Exclusiva

Os 50 anos do golpe militar no Brasil e o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva será debatido na próxima terça-feira, 01 de abril. O evento está sendo organizado pela corrente O Trabalho e Juventude Revolução com o apoio do PT Amapá.

Painel da Folha: Capiberibe é chamado de "meme" e teria ido na onda pra assinar CPI da Petrobras

A coluna Painel do jornal Folha de São Paulo chamou de "meme" o fato do senador João Capiberibe ter assinado o pedido de CPI da Petrobras que pode colocar em maus lençóis a já desgastada relação do PT com o PSB no Amapá. Capi teria agido por impulso após ser trollado por internautas amapaenses alinhados ao PSDB de Aécio Neves e ao PSOL.
Se não bastassem as ofensivas do Palácio do Setentrião pra enfraquecer o PT, tirando espaços importantes como Seinf, Setrap, SDR e outras secretarias, agora o tiro foi dado diretamente pelo pai do governador, abrindo guerra contra o Planalto que só tem ajudado com recursos federais e um pacote de bondade do BNDES o governo de Camilo Capiberibe.
Para alguns socialistas e petistas de plantão, a estratégia de Capi é desgastar a relação com o PT e fazer coro com o senador e presidenciável Randolfe Rodrigues do nanico PSOL para viablizar uma aliança local com o PSB. Isso pode custar uma perda de 4 minutos do tempo de TV do PT na disputa pela reeleição do atual governador.
A coluna da Folha afirma indiretamente que o senador Capiberibe, além de ter sido enquadrado por Eduardo Campos, coisa que é dificil de acreditar, pois o chefe do clã não é de ser enquadrado por ninguém na política, pois todos sabem que quando governador enfrentou Miguel Arraes na disputa pelo comando do PSB. A justificativa de que poderia ser expulso é lenda para os amapaenses.

Aliança PT/PSB no Amapá ameaçada após Capiberibe assinar pedido de CPI pra desestabilizar governo Dilma

A posição do senador João Capiberibe (PSB-AP) de assinar o pedido de CPI da Petrobras fazendo o jogo da oposição conservadora (PSDB-DEM) ao governo Dilma e de setores do PMDB que tentam chantagear a presidente pode comprometer a manutenção da aliança PSB-PT no Amapá.

A avaliação foi feita por telefone durante uma conversa que este blogueiro teve nesta quarta-feira a noite com um membro do Diretório Nacional do PT. O senador Capiberibe pode ser o responsável pela ruptura do PT do Amapá com o governador Camilo Capiberibe. A avaliação de que o posicionamento do PSB é uma guerra declarada ao PT e Dilma é quase unânime entre membros do Diretório Nacional petista e é motivo de preocupação entre os dirigentes do PT no Amapá.

Parece que ao contrário do governador Camilo Capiberibe que tenta manter o PT na aliança vitoriosa de 2010, onde o PT foi crucial para a vitória eleitoral, cedendo tempo de TV e o peso da militância vermelha na campanha, o senador Capiberibe, pai do governador do Amapá tenta melar a aliança local entre o PSB e o PT.
 
Capi tenta justificar sua assinatura ao pedido de CPI dos demotucanos
O pai do governador confirmou no seu twitter a assinatura do pedido de CPI da Petrobras e propoitalmente fez o jogo de Eduardo Campos que junto com Aécio Neves querem derrotar o PT e Dilma, mas acabou fazendo o jogo do PMDB local de Sarney e de parte do PT ligada a Lula que tenta barrar a aliança com o PSB local e força uma intervenção do PT nacional na seção do Amapá.

No próximo sábado, 29, o PT do Amapá promove seu Encontro Estadual de Tática Eleitoral e a posição nacional do PSB e do senador Capiberibe que tenta sangrar o governo Dilma pra desgastá-lo eleitoralmente deve entrar na ordem do dia e mudar os rumos da legenda no estado. 

Os petistas aguardam um posicionamento diferente do governador, mas o certo é que a confiança no PSB foi quebrada após o ato desleal de seus representante no Senado. O PT nacional já se movimento e caso o PSB não reverta o quadro se declarando neutro e mudando sua postura diante da ofensiva do capital financeiro e de setores da direita pra desvalorizar a Petrobras com uma CPI transformando uma investigação em guerra eleitoral, o PT deve trilhar outro caminho.

O vice-presidente nacional do PT Jorge Coelho chega nesta sexta-feira a Macapá pra analisar junto com dirigentes locais a situação eleitoral e alianças. Coelho deve participar do Encontro Estadual de Tática Eleitoral e levar informações que posteriormente serão analisadas pelo Diretório Nacional que antes tinha dado total autonomia para o PT do Amapá decidir, mas agora deve pautar e orientar as alianças locais após o posicionamento do PSB que faz coro com a oposição de direita pra desestabilizar o governo Dilma.

terça-feira, 25 de março de 2014

Posição do PT no Amapá é estratégia de Lula afirma coluna do Cláudio Humberto

O beija mão quando Sarney visita o Amapá

No beija mão de Sarney, no dia de São José, 5 candidatos ao governo do Amapá entraram na fila: Lucas, Gilvam, Amanajás, Waldez e Aline Gurgel
Do blog do Blog do Nezimar Borges

O beija mão quando Sarney visita o Amapá
Uma tradição que por anos permeou o Brasil Império parece que é resgatada no Amapá quando Sarney visita o Estado: o beija mão em troca de favores.
Na velha tradição monárquica uma grande fila se estendia pelos corredores do Palácio imperial no Rio de Janeiro. Todos os tipos de pessoas aguardavam com ansiedade pelo momento de se curvar diante da imponência absoluta. Aqui, uma cena deprimente acontece quando Sarney desembarca no aeroporto de Macapá - a velha e ultrapassada elite tucuju o recepciona com um patético beija mão.
Naquela época as pessoas ajoelhadas e inclinadas manifestavam seu respeito e submissão à Coroa beijando a mão do monarca de plantão. E como outrora, aqui no Amapá esse contato pessoal também é um sinal de obediência, mas também hora de pedir favores.
No beija-mão tucuju o que se pretende é a retribuição em ser o escolhido pelo maranhense para se firmar como frente oposicionista ao governo do Estado. Com esse objetivo é que Lucas Barreto, Gilvam Borges, Jorge Amanjás, Waldez Góes e Aline Gurgel disputam apoio do oligarca maranhense. Tudo isso porque estes ainda creem que, se escolhidos, podem de alguma forma ter chance de vencer a forte aliança PSB/PT.
Retomando a história. Por aqui a "corte maranhense" aportou em 1990. Antes, porém, o "rei" tratou de cooptar a elite amapaense com concessões de rádios e tevês, pois assim se tornaria popular com a bajulação diuturnamente nos meios de comunicações.
Ainda hoje o beija mão é uma boa maneira de fazer seus súditos se sentirem pertencentes ao reino podre da corrupção? Houve um tempo em que a tradição foi mais descarada, hoje nem tanto, pois o velho caudilho está em fim de carreira. Mas nos anos onde a harmonia imperava, a babação era desenfreada.
Assim como o beija mão na velha corte brasileira teve o seu fim, também tem validade para exaurir o repugnante costume da elite tucuju. Hoje o povo não vê a hora de defenestrar de vez aqueles que procuram Sarney para se locupletar da coisa alheia. O fim deste costume está decretado para acontecer em 05 de outubro de 2014 quando o povo oficializará o fim de um símbolo já decadente há muito tempo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Eleições 2014: Dilma mantém vantagem e seria reeleita no primeiro turno, aponta Ibope

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)


Em um eventual eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 47% a 20%. Contra Campos, ela também teria 47%, ante 16% do governador.


Pesquisa do Ibope divulgada hoje (20) mostra estabilidade na disputa entre os prováveis candidatos à Presidência da República, com Dilma Rousseff mantendo a possibilidade de ser reeleita no primeiro turno. Ela permaneceu com 43% das intenções de voto, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) oscilou de 14% para 15%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), continuou com 7%.

Em um eventual eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 47% a 20%. Contra Campos, ela também teria 47%, ante 16% do governador.

Também foram considerados cenário com Marina Silva no lugar de Eduardo Campos, sem mudanças significativas. Dilma tem 41% das intenções de voto, Aécio aparece com 14% e Marina, com 12%. Num segundo turno, Dilma venceria Marina por 45% a 21%.

Com a inclusão de candidatos “nanicos”, Dilma fica com 40%, seguida de Aécio (13%), Campos (6%), Pastor Everaldo (PSC, com 3%) e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP, com 1%).

Na pesquisa espontânea (em que o Ibope não apresenta nomes), Dilma tem 23% das intenções e o segundo colocado é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 7%. Depois vêm Aécio (6%), Campos (3%), o ex-governador José Serra (PSDB, 2%) e Marina (1%). Brancos e nulos somam 18%, e 37% não souberam ou não responderam.

O Ibope perguntou ainda sobre as expectativas de mudanças por parte do eleitor. Quase dois terços (64%) disseram esperar que o próximo presidente “mude totalmente” ou “muita coisa”, enquanto 32% esperam continuidade “total” ou de “muita coisa”.

O instituto fez, então, pergunta a todos os entrevistados e apenas a aqueles querem mudanças. Neste último caso, 27% escolheram Dilma e 63% responderam que preferiam outro governante. Quando se considera todo o universo de entrevistados, 41% disseram considerar Dilma como a que tem mais condições de promover as mudanças de que o país precisa. Aécio tem 14% das preferências e Campos, 6%.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

A sondagem anterior era de novembro. Naquele momento, o instituto mostrava crescimento de cinco pontos na vantagem para os oponentes em relação ao mês anterior.

Na mesma sondagem, com Marina Silva no lugar de Campos, Dilma ficava com 42%, contra 16% da ex-ministra e 13% do candidato do PSDB.
(Rede Brasil Atual)

Presidente do PT, Joel Banha diz "na lata" um sonoro "NÃO" a Sarney

O presidente do PT no Amapá, deputado Joel Banha, deu um chá de cadeira no senador José Sarney durante a sua visita ao Amapá para os festejos de São José que é considerado pelos católicos o Padroeiro de Macapá.  

Sarney que acha que o PT é correia de transmissão do PMDB e propaga na mídia inverdades sobre o apoio do PT local, que já decidiu optar por candidatura própria ao Senado em 2014, ficou em maus lençóis ao ouvir da boca do presidente do PT a recusa de apoio a uma provável candidatura de reeleição ao Senado, mesmo que o PT nacional force uma intervenção branda no PT do Amapá .

Joel Banha disse um sonoro "NÃO" ao senador José Sarney, daquele ditos na luta que deixa o cabra sem reação, quando Banha foi questionado se apoiaria Sarney ou se estaria disposto a retirar a candidatura do PT ao Senado.  

Além de fazer o bigode esperar, durante a conversa após insistências do peemedebista, Joel Banha fez aquilo muitos amapaenses não tiveram a oportunidade de dizer ao oligarca, mas esperaram outubro pra dar o troco no senador que se elege há 24 anos pelo Amapá, mas pouco aparece por essas bandas.

A informação também foi postada pelo blogueiro Nezimar Borges. Acompanhem abaixo:


Informações dos portais que tratam da política nacional dizem que o deputado Joel Banha (PT/AP) teria dado um "chá de cadeira" no senador José Sarney (PMDB-AP), quando o maranhense esteve visitando Macapá em decorrência do feriado do padroeiro da cidade. Sarney quer que o PT local apoie sua reeleição ao senado e foi para tratar das eleições de outubro com o presidente local do PT, Joel Banha. Mas só foi recebido após incisiva intervenção do presidente nacional do PT, Rui Falcão.


Pelo que se vê, já foi o tempo em que o oligarca maranhense era unanimidade pelas terras tucuju, aliás nunca foi unanimidade, pois sempre teve um número "40" como pedra no sapato nos planos do senador Sarney .

quarta-feira, 19 de março de 2014

Editorial Brasil de Fato: O blocão é a cara do nosso sistema político

O caminho para mudar o sistema político é a convocação de uma assembleia nacional, exclusiva e soberana
18/03/2014
Editorial da edição 577 do Brasil de Fato
A crise entre o governo federal e parte de sua base aliada no Congresso Nacional, organizada em torno do autodenominado “blocão”, traduz os limites do sistema político em nosso país. Denúncias, investigações, aprovação ou rejeição de projetos de lei são apenas a moeda de troca por cargos e postos administrativos. Mais um episódio para reforçar no imaginário nacional a frase do escritor Mark Twain: “Temos o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar”. 
Uma armadilha que foi sendo naturalizada. Afinal, todos os presidentes em nossa história republicana que perderam a maioria parlamentar caíram ou perderam qualquer capacidade de governar. Ser viável, assegurar capacidade de governar é sinônimo de ceder ao fisiologismo. Não seria esse o preço de um sistema democrático? Repetem os analistas burgueses. 
Um sistema político em que o preço da governabilidade é alimentar o fisiologismo revela a impossibilidade de qualquer avanço social. Alguém duvida que as poderosas bancadas dos grupos econômicos sairão ainda mais fortalecidas nas próximas eleições? 
Estamos, então, num beco sem saída? Entre os governos eleitos em nosso continente a partir dos anos de 1990, num claro repúdio à ofensiva neoliberal que destruiu as bases desenvolvimentistas dos nossos países, somente na Venezuela, no Equador e na Bolívia foram convocadas assembleias constituintes que enfrentaram a blindagem dos sistemas políticos. Nos demais, seja pela ausência de correlação de forças, seja pela falta de vontade política, ou mesmo de ambas, os governantes que expressavam a luta com o neoliberalismo conviveram com as travas de um ordenamento que impossibilita qualquer mudança social. Sobrevivem, rebaixando seus programas a constante negociação com os verdadeiros donos do poder. 
É certo que os governos do PT, especialmente o de Lula que contava com todas as condições, não se empenharam em organizar o povo. E, nisso reside seu maior erro. Porém, herdeiros de um sistema político moldado durante a ditadura e eleitos num quadro de descenso da luta de massas enfrentaram os limites de um sistema político que impossibilita qualquer transformação social. 
Como nos alertou Florestan Fernandes, em maio de 1986, quando aprovaram a convocação de uma Assembleia Constituinte, que cumpriria simultaneamente a função de Congresso Nacional e, consequentemente, não sendo exclusiva não poderia jamais ser soberana: “Os de cima tocam o carro de acordo com sua veneta, interesses e conveniências. Não existe democracia, porém palavrório democratizante. Os de cima não podem oferecer aos de baixo aquilo que eles sequer logram dividir entre si. A regra é a de que podem mais choram menos (ou mamam mais). Não foi sob a ditadura, mas sob a “Nova República” que tivemos a mais clara definição política das improbabilidades da democracia”.
Estamos diante de um limite que se não for transposto poderá nos causar uma profunda derrota política. Para além de qualquer resultado nas eleições deste ano. Isto é o que caracteriza uma crise de destino. 
Mudar o sistema político é uma prioridade da luta popular. Independente das divergências programáticas legitimamente existentes nas forças de esquerda, nenhuma organização que proponha transformações pode se recusar a construir uma frente política para enfrentar nosso sistema político. 
Um sistema político absurdo, retratado na imagem abjeta dos sorridentes parlamentares fisiológicos do “blocão”. Cujo repúdio estava presente nos milhares de pequenos cartazes empunhados pela juventude que saiu às ruas em junho, constatado em inúmeras pesquisas de opinião. Insatisfação que é manipulada pelas forças mais conservadoras. 
Uma luta desta dimensão exige a unidade. O caminho para mudar o sistema político é a convocação de uma assembleia nacional, exclusiva e soberana. 
Alguns temem a ousadia desta proposta. Afinal, ao longo da ofensiva neoliberal e no longo período de descenso da luta de massas, a proposta de “mudar a Constituição” esteve não mãos da direita, interessada em banir as conquistas sociais. Porém, a situação mudou. E o pavor dos de “cima” com a proposta de uma constituinte é a maior prova. As classes dominantes podem gerar confusão, jogarão suas imensas energias numa disputa dessa importância, mas sabem que têm muito mais a perder do que a ganhar. A ampliação da democracia é o sentimento crescente que as apavora e as leva a rejeitar qualquer tímida mudança. Basta recordar como cerraram fileiras quando a presidenta Dilma apresentou a proposta. Construir o Plebiscito Popular da Constituinte, como a principal ferramenta pedagógica para organizar e despertar a consciência desta bandeira política não é uma tarefa a mais na luta popular. É nosso enfrentamento na verdadeira crise de destino que atravessamos.

Dilma diz que morte de mulher arrastada por carro da PM 'chocou o país'

A presidente Dilma Rousseff publicou em sua página no Twitter na manhã desta terça-feira (18) mensagens de pesar pela morte de Cláudia da Silva Ferreira, baleada durante ação da Polícia Militar na favela no último domingo (16) no morro da Congonha, em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, e arrastada pelo carro da PM no caminho para o hospital.
"Cláudia da Silva Ferreira tinha quatro filhos, era casada havia 20 anos e acordava de madrugada para trabalhar em um hospital, no Rio. A morte de Claudia chocou o país", escreveu a presidente. "Nessa hora de tristeza e dor, presto a minha solidariedade à família e amigos de Cláudia."
Cláudia foi encontrada baleada pelos policiais no alto da favela, depois de um tiroteio. Dois subtenentes e um soldado do batalhão da PM de Rocha Miranda resolveram colocá-la no porta-malas do carro da polícia. No trajeto para o hospital, o porta-malas se abriu e ela foi projetada para fora do carro, sendo arrastada pelo veículo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a vítima já chegou morta ao Hospital Carlos Chagas.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou, durante cerimônia de inauguração do novo trem da SuperVia, que a morte de Cláudia foi "abominável".
O socorro prestado pelos policiais foi um procedimento "totalmente equivocado", segundo o porta-voz da PM, coronel Cláudio Costa. Segundo ele, os três policiais agiram certo ao socorrer a vítima, mas erraram ao colocá-la no porta-malas do veículo.
O porta-voz da PM disse que, após a conclusão do inquérito policial militar (IPM) aberto para investigar a conduta dos três, será instaurado um procedimento administrativo que poderá resultar na expulsão dos agentes.
Presos em flagrante, os PMs vão ficar no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste carioca. Eles já foram afastados de seus cargos.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Pacientes tem que dormir na frente do Posto de Saúde marcar consultas em Santana


Deu no Estadão: “Não queremos apoiar reeleição de Sarney para o Senado”, diz Joel Banha, presidente do PT no Amapá

Do http://blogs.estadao.com.br/marcelo-moraes/nao-queremos-apoiar-reeleicao-de-sarney-para-o-senado-diz-joel-banha-presidente-do-pt-no-amapa/

O desafio de PT e PMDB para acertarem alianças regionais é muito mais complexo do que parece. As divergências se espalharam por todo o Brasil e afetam diretamente a candidatura de políticos peso pesados. No Amapá, o PT local é contra o apoio à reeleição do senador José Sarney (PMDB-AP) para mais um mandato de oito anos no Senado. O diretório local quer lançar a vice-governadora Dora Nascimento (PT) para a vaga, o que diminuiria significativamente as chances do ex-presidente da República em conseguir um novo mandato.
O tamanho político de Sarney faz com que a questão do Amapá ganhe impacto nacional, afinal ele é um dos principais nomes do PMDB e sempre foi aliado do governo petista. Mas o diretório do PT do Amapá deseja que a parceria chegue ao fim.
Apesar de ser senador pelo Amapá há 24 anos, Sarney é constantemente criticado por ser muito mais ligado ao Maranhão, onde mora, do que ao Estado que lhe dá uma cadeira no Congresso.
“Não é que a gente seja bairrista, mas preferimos muito mais apoiar um candidato que esteja aqui no Amapá”, afirma o deputado estadual Joel Banha (PT-AP), presidente estadual do partido, em entrevista ao blog.
O deputado diz que a relação de Sarney com o PT local está extremamente desgastada e acha que o partido precisa aproveitar a oportunidade para eleger um senador petista nessa vaga. “Hoje, Sarney está tão desgastado no Amapá, que qualquer candidato que se lance contra ele vai derrotá-lo”, aposta. “O PT tem o direito de pleitear essa vaga para o Senado até porque é uma estratégia nacional do partido aumentar nosso número de representantes no Congresso”, acrescenta.
Joel Banha disse que o partido vai aguardar a reunião do diretório nacional, no próximo dia 20, em Brasília, para saber o futuro político do PT no Estado. “Não queremos apoiar a reeleição de Sarney para o Senado”, diz. “Achamos que a vice governadora Dora Nascimento é o melhor nome para vencer essa eleição e defendo que seja a candidata”, conta.
Tanto Banha quanto Dora reconhecem a importância do projeto nacional de reeleger a presidente Dilma Rousseff. E a vice governadora diz que está preparada para a situação que o comando nacional do PT decidir. “Sou dirigente do PT nacional e estou preparada para qualquer missão que meu partido desejar”, afirmou em mensagem trocada com esse blog.
Se o PT nacional barrar a proposta de lançamento da candidatura de Dora ao Senado, não vai significar que o diretório do Amapá apoiará sua campanha à reeleição. “Se isso ocorrer, a Dora será candidata à reeleição como vice-governadora na chapa do governador Camilo Capiberibe (PSB). O PT não lançará candidato ao Senado mas também não vai apoiar o nome de Sarney nem fazer campanha por ele”, afirmou.

Do Amapá 247: Solidariedade desiste de recurso e salva Escola de Sarney


O presidente da Associação Recreativa Império de Samba Solidariedade, advogado Jair Sampaio, desistiu da ação judicial que buscava anular o artigo 55 do regulamento do desfile das escolas de samba do Carnaval 2014 no Amapá, realizado nos dias 28 de fevereiro e 1º de março 

terça-feira, 11 de março de 2014

A indignação do cidadão Nogueira

Por Antônio Nogueira
No último final de semana (sábado, dia 08/03) estive, como nos outros anos, prestigiando o Carnaval de Santana, que hoje é tradição e reúne milhares de pessoas de todo o Estado.


Estava no camarote “Tijuca”, cuja entrada individual custava R$ 60,00 com direito a folia até o horário permitido por Lei, 4h. Às 3:20, portanto 40 minutos antes do final anunciado, fomos comunicados que a festa estava encerrada.

Assim como outras pessoas presentes, manifestei minha indignação para um grupo de amigos, quando fui ofendido com gesto obsceno, sem necessidade, por alguém da organização do camarote ligado à gestão municipal, que misturou a manifestação do cidadão Nogueira com política.

Estava ingerindo bebida alcoólica, como a maioria que ali estava, mas não estava inconsciente, nem embriagado como alguns tentam transmitir, e de pronto devolvi o gesto a mim levantado com o dedo. Outra pessoa, com intuito de politizar um fato que poderia ser cometido por qualquer um na mesma situação, filmou o gesto e jogou em redes sociais.

A comunicação e a tecnologia jogam a favor da sociedade, mas infelizmente, cada vez mais é utilizada para redimensionar fatos como este e denegrir a imagem alheia.

Sou uma pessoa comum, e tenho uma vida como a de qualquer cidadão, com direitos e deveres, mas sei que minha condição política, mesmo sem mandato, dá, a cada passo meu, uma publicidade maior.

É público e notório que o carnaval estilo micareta de Santana foi consolidado em minha primeira gestão como Prefeito, portanto, prezo pela festa como um legado que deixo para o povo.

Mas sou a favor do respeito às Leis e cumprimento do que foi prometido, no caso o horário para o término da festa. É importante que o direito do consumidor seja respeitado. Compramos o direito de ficar até 4h, e assim deveria ter acontecido.

Peço desculpas aos que se sentiram ofendidos com o meu ato. Eu não estava bêbado e nem descontrolado! Estava indignado! E sempre defenderei o que achar de direito, como sempre fiz!

O gesto que fiz, não foi para o povo, como adeptos da gestão municipal tentam passar. Foi uma resposta simbólica contra a corrupção no município de Santana, por terem tirado o Portal da Transparência do ar, por terem mentido para o povo com promessas irrealizáveis...

Por deixarem a cidade abandonada, sem nenhuma perspectiva de melhora; pelo custo absurdo do carnaval em torno de 1 milhão de reais; pela propaganda enganosa, pelo desrespeito aos consumidores; pelo sucateamento da educação municipal que deixei como a melhor do Estado nas séries iniciais e agora, pela primeira vez depois de 8 anos, o ano letivo vai ultrapassar para 2015...

Por tudo de ruim que está acontecendo em nossa cidade pela incompetência, inoperância e desleixo da Prefeitura.

Essa satisfação eu devo às amigas e amigos do face que me querem bem.

Espero ser compreendido.

Um forte abraço a todos!

Deu no Diário do Amapá: Violência também já invade ônibus em Macapá

A onda de violência contra motoristas, cobradores e passageiros de ônibus, na capital, vítimas de constantes assaltos nos últimos meses, fez com que o Sindicato Estadual dos Rodoviários (Sincottrap) se mobilizasse para organizar uma manifestação, cobrando do poder público medidas de segurança.

De acordo com o presidente do sindicato, Genival Cruz, vários ofícios foram protocolados na Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e no próprio Palácio do Setentrião, reivindicando audiências com o governo para discutir o assunto.

“Desde o ano passado que estamos tentando sentar com o governo para discutir medidas que possam garantir a segurança de trabalhadores e usuários do sistema, mas não tivemos retorno algum. Isso é lamentável”, diz o presidente do sindicato.

O secretário Marcos Roberto (Sejusp) afirma que nenhum documento foi protocolado requerendo audiência. “Afirmo que não recebemos essa demanda, mas estamos com as portas abertas para discutir essas medidas. Se há o problema, vamos buscar soluções”, disse Roberto.

Na semana passada, de acordo com o Centro Integrado em Operações de Defesa Social (Ciodes), foram registradas quatro ocorrências de assaltos a ônibus. Em todos os casos os assaltantes eram menores de idade, em sua maioria, inclusive com participação de mulheres. Em três desses casos os envolvidos foram presos em flagrante pela polícia. Em uma das ocorrências o motorista de um dos carros foi esfaqueado.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Do G1: PM é corporativista e protege policiais agressores: No AP, denúncias contra policiais militares cresceram 166% em 2013

Do http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2014/02/no-ap-denuncias-contra-policiais-militares-cresceram-166-em-2013.html

John PachecoDo G1 AP
Dados da Corregedoria Geral da Polícia Militar do Amapá apontaram que em 2013 houve um aumento de 166% no número de denúncias contra a má conduta de policiais no exercício do serviço. As 416 denúncias foram registradas pela população contra policiais militares por supostas agressões, negligência e recusa de atendimento.

O corregedor geral adjunto da PM, coronel José Maria de Almeida, disse que o número de denúncias não se reflete na abertura de sindicância, que é o processo administrativo da instituição, que pode culminar em advertência, detenção, prisão e até expulsão. "As denúncias chegam e geralmente são resolvidas em acordos na corregedoria, com oferta de ampla defesa aos militares. Se for suspeito e houver indício de crime, o inquérito é rapidamente instaurado e enviado ao Ministério Público Estadual", esclarece.

Coronel José Maria de Almeida, corregedor adjunto da Polícia Militar (Foto: John Pacheco/G1)
Coronel José Maria de Almeida, corregedor adjunto

da Polícia Militar (Foto: John Pacheco/G1)
Em Macapá estão os batalhões com o maior número de policiais denunciados. O 6º batalhão, responsável pelo patrulhamento do Centro comercial e administrativo e o 10º batalhão destinado a Radiopatrulha Motorizada (BRPM), que cobre toda a capital.
"Por serem setores que atuam com um número maior e mais variado de pessoas, esses batalhões acumulam denúncias no exercício da função", destaca Almeida, frisando que em 2013 um policial que atua na própria na corregedoria foi denunciado.
Dados de 2013 apontam a abertura de 146 sindicâncias, a maioria por agressão, como a que pode ter sofrido uma família de quatro pessoas em Fazendinha, a 9 quilômetros de Macapá. Segundo Elaine Angélica, que relatou o fato através da ferramenta de colaboração VC no G1, as agressões ocorreram no dia 28 de janeiro por militares em oito viaturas que invadiram uma residência e coagiram um casal, o filho e a nora.
6º Batalhão de Polícia em Macapá recebeu o maior número de denúncias em 2013 (Foto: John Pacheco/G1)
6º Batalhão de Polícia recebeu o maior número de

denúncias em 2013 (Foto: John Pacheco/G1)
"Havia uma barreira policial na Rodovia JK [que liga Macapá ao município de Santana, a 17 quilômetros da capital], só que o nosso carro não foi parado. Quando chegamos em casa vimos várias viaturas se aproximando. E o policial que comandava a equipe afirmou que buscava um fugitivo do Iapen [Instituto de Administração Penitenciária do Amapá] e chegou batendo no meu sogro dentro da casa enquanto os vizinhos gritavam que ele era inocente", relatou Janielle Prata denunciando os policiais envolvidos.
O corregedor adjunto da PM, informou que foi instaurado inquérito para apuração do caso e após análise poderá ou não haver abertura de